Conivência por Covardia
"O limite da bondade chama-se conivência. Ou covardia!" - Douglas Ghimell
Uma reflexão profunda e cortante. Essa frase toca diretamente no ponto em que a virtude corre o risco de se transformar em um mecanismo de fuga.
Quando decidimos ser "bons" a todo custo, muitas vezes evitamos o confronto, o atrito e o desconforto que são necessários para estabelecer limites e corrigir rumos. No entanto, ao silenciarmos ou passarmos a mão sobre o erro alheio sob o pretexto de "manter a paz" ou "ser compreensivo", cruzamos uma linha perigosa: a bondade cega deixa de ser amor ao outro e passa a ser conivência com o mal, ou covardia diante da responsabilidade de agir.
E tem horas que faz-se necessário entender quando a via da legalidade, da diplomacia, da elegância não está comprometendo a integridade material, mental, emocional, energética e espiritual de uma individualidade, família, classe, sociedade, nação sob o pretexto das "quatro linhas", quando o opressor, é um abusador algoz, sem linhagem...
Douglas Ghimell
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