Do Abandono à Independência Emocional

De onde surgiram os padrões emocionais que regem nossos comportamentos?

É fundamental entender que 95% das vezes nosso cérebro está no automático.

Numa linguagem Junguiana, nosso inconsciente é quem comanda nossas decisões, baseadas em experiências do passado. 

Você não sente por acaso.
Você sente a partir de um sistema interno que foi construído ao longo da sua vida.
A emoção não nasce do nada.
Ela é uma resposta.
Mas não apenas ao que está acontecendo agora — e sim ao significado que o seu sistema dá ao que acontece.

Ou seja, somos movidos pelo que conhecemos, ainda que inconscientemente. O novo agrega-se ao conhecido, desde que seja aceitável. Isto também relaciona-se com crenças.

Experiências traumáticas exercem um papel fundamental em nossas vidas, sabotando nossa felicidade, sobretudo as adquiridas na infância, quando nossa personalidade está sendo formada.

Veja como esses padrões são formados: 

Com o tempo, experiências repetidas começam a se organizar.
Uma criança que:
-foi rejeitada
-não foi validada
-sentiu abandono

não guarda só o evento — ela cria uma interpretação:
- “não sou suficiente”
- “vou ser deixado”
- “preciso me proteger”

Essas interpretações viram padrões internos.

Então, na vida adulta, não é a situação que dispara a emoção — é o padrão que acha que 'reconhece' algo parecido.
Por isso alguém reage intensamente a coisas pequenas.
Não é exagero. É memória emocional ativa.

Quem passou por situações de rejeição ou abandono na infância tende a sabotar relacionamentos, e a criar expectativas em relação a filhos e netos.

O que fazer pra libertar-se desses padrões: A independência emocional!

Algumas atitudes a serem tomadas:

- Tornar-se consciente de que estes padrões existem;
- Observar quando isto me faz tomar decisões equivocadas;
- Entender que eles foram criados como mecanismo de defesa, mas que não me servem mais. Estou me libertando;
- O auxílio de um terapeuta em alguns casos é muito necessário;
- Ressignificar. Não há como esquecer o ocorrido, mas enxergar de uma forma diferente, removendo a crença e o padrão decorrente desta experiência.

O uso de essências florais podem se úteis, auxiliando o despertar dessa lacuna do inconsciente,  estimular a neuroplasticidade, fazer o cérebro encontrar novos caminhos neurais de percepção e a cura.

Florais: Star of Bethlehem + Chicory

Essa dupla já trabalha duas raízes principais do problema.

🌿 O que cada um faz

Star of Bethlehem

  • cura o choque emocional antigo
  • ajuda a integrar a dor da perda do pai na infância
  • acalma a memória emocional do abandono.

Chicory

  • reduz expectativa afetiva
  • dissolve apego emocional
  • transforma amor carente em amor mais livre.

Por que essa dupla funciona bem

Porque ela atua em duas camadas:

1. ferida emocional antiga → Star of Bethlehem
2. comportamento atual de apego → Chicory

Quando a ferida começa a cicatrizar, naturalmente a expectativa sobre filhos e netos, diminui.

Uso

  • 4 gotas
  • 4 vezes ao dia
  • por 30 a 40 dias.

Uma observação terapêutica interessante:

Muitos terapeutas percebem que, quando alguém começa a tomar Star of Bethlehem, às vezes aparecem lembranças ou emoções antigas. Isso é comum — é o sistema emocional liberando o trauma que estava guardado.
Eis a importância de acompanhamento de um terapeuta.

Em meus atendimentos, eu ativo o pai e mãe interiores, onde é feita essa reconciliação dentro da própria pessoa. Isto tem um efeito libertador nos casos de abandono e rejeição.



Uma frase que pode ser usada na ressignificação:

"Eu não fui rejeitado ou abandonado por quem não viu quem Eu Sou. Hoje já não dependo disto por que aprendi a me aceitar e me amar. E está tudo bem!

Douglas Ghimell

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