Psicossomática da Rejeição
A pior dor da alma, perceptível, consciente, ou não, inconscientemente, é a dor da rejeição.
Quando dói não ser convidado, ficar de fora, sentir-se ignorado, excluído, não visto, não amado, na verdade não é o evento em si, nem mesmo o outro, o autor da dor, mas a ferida que já existia.
Esta dor costuma iniciar-se no choro reprimido da criança, ao deparar-se com a separação dos pais, com a espera eterna do pai que morreu na guerra, ou ainda pela mãe que a abandona, ou a entrega para adoção, mesmo que seja aos avós, ou a uma babá, ou ainda quando essa morre no parto.
Esses eventos costumam ser interpretados pela criança, ainda emocionalmente imatura, como rejeição, abandono, exclusão.
Não é o evento em si, mas a maneira como interpretou tal evento em sua tenra idade.
Ela pode, mesmo inconscientemente, ter conclusões internas como:
"Eu não sou prioridade."
"Não mereço atenção."
"Meu lugar foi tomado."
"Preciso sofrer para ser vista."
"O amor vai para os outros, não para mim."
"Se eu desaparecer, ninguém notará."
Essas crenças costumam permanecer invisíveis durante décadas.
O impacto desta percepção tende a gerar padrões de dor, carência, culpa e inadequação.
Esses padrões podem ser somatizados no corpo, como podem interferir em forma de auto sabotagem nos relacionamentos.
Metafísicamente, esses padrões podem afetar os rins, o sistema hormonal e o linfático, prejudicando a imunidade.
Dentro da Medicina Tradicional Chinesa, os rins estão associados ao elemento Água.
A Água está ligada a:
medo;
segurança existencial;
ancestralidade;
força vital herdada;
capacidade de confiar na vida.
Quando uma criança vivenciou precocemente uma ruptura do vínculo materno, uma possível leitura metafísica seria:
"A fonte que deveria nutrir minha existência tornou-se incerta."
Não é apenas rejeição. É uma quebra da sensação básica de segurança.
Na linguagem dos Cinco Elementos, isso pode ser visto como uma perturbação profunda da Água no corpo.
Na linguagem metafísica, a alma pode ficar aprisionada numa frequência de exclusão.
A ferida deixa de ser:
"Minha mãe me esqueceu, ou minha mãe não me ama."
e passa a ser:
"A Vida me esqueceu, eu não sou amada."
Veja que entender a criança interior - ela ainda está lá no inconsciente - é um salto importante.
Muitas pessoas curam grande parte da dor quando conseguem separar:
O comportamento da mãe ou do outro, do próprio valor existencial.
Uma mãe, ou pai, pode falhar profundamente e ainda assim a criança continuar sendo digno de amor.
"O desafio de amar é sempre de quem ama, não de quem é amado. Neste caso, ame-se." Douglas Ghimell
Eu percebi que há outro aspecto a ser considerado. É quando existe um entrelaçamento emocional profundo com o sofrimento da família ou da mãe. Isso ocorre de forma inconsciente.
Neste caso, é útil recorrer à sabedoria dos florais como do Coaching Terapêutico Holístico e da Reprogramação mental e emocional.
Douglas Ghimell
Escritor e Terapeuta Holístico
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