A Deusa do Amor e da Riqueza
A história de uma senhora rica e feliz em seu reino de luxo e riqueza, que num momento de desgaste em seu relacionamento, se encanta com um camponês. Ninguém sabe ao certo se este existiu, ou se não foi fruto da imaginação de uma mulher solitária e infeliz.
Maria Mulambo era rainha, e tinha tudo que uma mulher desejasse.
Até que resolveu largar o seu reino e ir em busca daquele camponês, que nunca encontrou. Morreu solitária e em farrapos.
Não se perdoou nem aceitou seu destino.
Ela é a contraparte feminina do amor de mulher, Oxum.
Ela representa a desilusão amorosa.
Está nos caminhos de quem vive uma relação desgastada, como nos triângulos amorosos, onde o veneno é a morte, o luto e a cura.
A cada um o seu quinhão.
Ela ensina o caminho de volta para o amor,
mesmo que seja por meio da dor.
O amor é doce como o mel,
Alguns remédios são amargos como fel.
Jamais mexa com o coração de quem está num relacionamento se não tem disposição para sustentá-lo.
Não é sobre promessas de riqueza.
É sobre amor verdadeiro.
Maria Mulambo tem a difícil missão de ensinar que amor não se negocia, não se compra nem se vende como mercadoria.
Com amor se enriquece, mas o dinheiro não faz o amor.
Oxum nos ensina que quando um relacionamento se desgasta é hora de se refazer, voltar-se para si, por que ninguém te faz feliz, senão você mesmo.
Pessoas infelizes não sustentam um relacionamento. Por que elas buscam fora o que são incapazes de se ofertar: o amor próprio.
Por isso Oxum carrega consigo um abebe - espelho - para que possamos nos lembrar de que o amor não é mendigado, nem procurado.
O amor é auto sustentado. Ele começa por si mesmo.
Douglas Ghimell
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