A Fuga de Si Mesmo e a Compulsão
Na maioria das vezes, o vício não começa na substância ou no comportamento. Ele começa em um padrão emocional interno.
O vício costuma ser uma tentativa do sistema nervoso de:
✓anestesiar dor,
✓preencher vazio,
✓aliviar ansiedade,
✓fugir da solidão,
✓compensar rejeição,
✓regular emoções que a pessoa não consegue sustentar conscientemente.
Por isso existem vícios em: comida, pornografia, álcool, redes sociais, compras, aprovação, trabalho, relacionamentos, drama emocional, até por sofrimento.
Pela visão da neurociência, o cérebro cria um “atalho de recompensa”. A dopamina associa aquele comportamento ao alívio imediato.
Com repetição, forma-se um circuito automático. O corpo passa a buscar não prazer verdadeiro, mas regulação emocional rápida.
Na visão metafísica e espiritual, muitos vícios são formas de fuga da própria presença. A pessoa perde conexão com o centro interior e tenta preencher externamente uma carência de alma, identidade ou sentido.
O vício vira um ritual inconsciente de compensação.
E existe algo profundo nisso: o problema raramente é apenas “parar o hábito”.
O verdadeiro trabalho é descobrir: “Que emoção dentro de mim está pedindo anestesia?”
Porque quando a ferida continua: o padrão troca apenas de máscara.
A pessoa larga o álcool e vira compulsiva por controle.
Larga um relacionamento tóxico e cria dependência emocional espiritual.
Sai da pornografia e cai em excesso de trabalho.
O padrão emocional permanece buscando descarga.
Em muitos casos de forma inconsciente, o que justifica a busca por um terapeuta Holístico, que saiba identificar esses padrões e conscientizar o consulente dos caminhos neurais para a solução.
Se não mudarmos o padrão e endereço da recompensa o cérebro sempre vai buscar pelo que já conhece. Mesmo que a compulsão vire um hábito nocivo, o cérebro o aceitou como normal.
Nas minhas terapias eu faço o coaching terapêutico holístico e a reprogramação mental e emocional com o access healing, uma técnica terapêutica que acessa a frequência theta - estado mental de sono, onde há elevada receptividade neuroemocional.
A cura verdadeira acontece quando:
1.O paciente entende que precisa de ajuda.
2.O sistema nervoso aprende segurança, a pessoa consegue sentir emoções sem fugir delas, e o vazio interno deixa de precisar de compensações externas constantes.
Muitos vícios são gritos emocionais silenciosos do corpo e da alma.
Douglas Ghimell
Terapeuta e Coach Holístico
Mentor de Aposofia
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