O Que o Vazio Existencial Quer me Ensinar
O vazio existencial, ligado à falta de propósito nasce da negligência acumulada no tempo em olhar para si.
A fuga leva à compulsão ou ao devaneio ocasionada por insatisfação e a dificuldade de fazer mudanças de rumo, ou ainda de olhar para si com sinceridade.
Isto ocorre por que aprendemos abrir mão de ser quem somos ou não fomos estimulados a nos conhecer, mas adequar-se a uma sociedade e aceitar as imposições da "vida como ela é".
Não é preguiça, é perda de propósito, direção, motivação.
Esse vazio talvez seja falta de si mesmo.
A falta de se conhecer suficientemente e aceitar a nossa luz, nossa contribuição.
Quantos deixam escapar de si mesmos desenterrar seus talentos, conhecer seu valor e exercer seu melhor.
Talvez olhamos para fora, ou fomos educados a nos comparar, trocando nossa individualidade, nossa essência, por algo considerado digno, mas que nos faz perder o referencial de nossa mais nobre dignidade: ser quem somos.
O que seria de um peixe se o fizéssemos crer que sua excelência é alcançada no ato de subir árvores, como disse Einstein, certa vez.
E é exatamente este o grande paradigma da humanidade. Querer ser o que não é, por que deixa de Ser quem se É, em todo seu potencial de evolução e contribuição.
A evolução não pode ser comparada, pois cada um tem uma essência única, insubstituível.
De uma mangueira nascerão outras mangueiras, jamais uma jaqueira ou macieira. Então aceite-se, ame-se como a manga mais saborosa, com toda sua capacidade de renovar-se e reinventar-se.
E a manga que nasceu voltada para o sol não é melhor que a que nasceu na sombra. Cada qual tem um propósito.
O vazio existencial surge quando estamos cansados de fazer um papel, de usar máscaras. Um papel que não é o nosso.
Quando estamos distantes de nossa árvore, de nossa realidade, quando não conseguimos ser quem somos, perdemos nosso referencial.
A vida fica entediante, sem sentido, vazia de significados.
É quando a gente descobre que não dá para continuar sendo quem temos sido.
Só um retorno a si mesmo, um renascimento, uma volta para dentro de si. E como fazer isso?
Primeiro você precisa decidir abrir mão da mentira, daquilo que você não quer mais para si mesmo. Aqui você precisa ter consciência do quanto é caro e doloroso viver de aparência, o quanto é autosabotador negar-se, anular-se para ser aceito numa sociedade doente.
Segundo, deixar de se comparar. Entender que nada nesta vida é comparável. A corrupção desta palavra corrompeu o homem. A comparação tem a ver com diferença, não com superioridade ou inferioridade.
Terceiro, aprender olhar para dentro de si. Não para se admirar, necessariamente, mas para se conhecer. Ouvir a voz do teu silêncio. Cinco a quinze minutos de meditação, silenciosa, centrado em uma respiração lenta, profunda, vai fazer a diferença.
E finalmente diga "sou grato" ou "gratidão", todos os dias. Mas faça isto com sinceridade. Enxergue os motivos para viver em estado de graça. E verás a mudança radical em sua vida.
A tua alma ocupará o vazio existencial e viverás no teu propósito.
Douglas Ghimell
Comentários
Postar um comentário
Tire suas dúvidas ou deixe seus comentários:
(Não publicaremos comentários anônimos)