A Cura do Estigma Ancestral

Muitas vezes carregamos culpas daquilo que desconhecemos. No inconsciente ancestral é muito comum encontrar um bode expiatório.

Alguém escolhido para ser o "carregador do ebó ancestral". Aquele que é culpado por eu não ser feliz.
Jesus em seus ensinamentos tentou mostrar isto no anfiteatro de sua vida na Terra.

O grande mestre gastou seus trinta e três anos,  as trinta e três vértebras da coluna ancestral, que o problema da humanidade é julgar, ao invés de amar.

Quem erra não tem consciência de seu ato, senão não erraria. Isto para mim é tão óbvio. 

O ladrão desconhece o caminho da honestidade. A prostituta de se sentir amada, acolhida, aceita. O vagabundo desconhece o senso de utilidade ao exercer seu trabalho. 

Difícil amar o desconhecido. Comumente nos desconhecemos.

O inconsciente coletivo é extensão do inconsciente ancestral, que é uma extensão do inconsciente individual. Somos uma concha de retalhos, ou melhor uma cebola a ser descascada.

Meditando sobre constelações familiares descobri algo muito esclarecedor e libertador.

Assim como fazemos na sociedade dita organizada e legalizada, existem leis e organizações dentro do inconsciente ancestral que ditam regras, que determinam o que é certo ou errado, segundo suas crenças. Segundo seus paradigmas.

E quem infringe tais leis são julgados e condenados por seus consanguíneos, e quantos sofrem de sérias doenças do sangue.

Aquele que eventualmente resolve trilhar um caminho diferente, Fernão Capelo Gaivota, ou ainda cometeu o erro de subir ao altar com alguém de um clã não aprovado, ou ainda cometeu o grave deslize de fazer amor sem um anel no dedo mancharam a reputação familiar ou o merecimento de sua felicidade.

E como herdamos estas leis, herdamos também estas escolhas e méritos. Com todas as consequências desses atos condenatórios e culpas, acarretando dívidas de vidas não vividas.

Onde erramos mesmo?

Erramos em não saber o real significado de existirmos, de não entender de onde viemos e para onde voltaremos.

E deixamos dívidas, ao invés de doces lembranças.

Diante disto, conclui o seguinte:

Não há o que perdoar ou ser perdoado referente a erros desconhecidos. 

São supostos erros frutos de expectativas de nossos antepassados. Sinto muito!

São erros de julgamento e falta de compreensão e do esquecimento que os erros de nossos descendentes são experiências individuais ou ainda de não terem aprendido com exemplo de seus antepassados. Abro mão de julgar ou cobrá-los por isto. Me perdoe.

Se errei eu me perdôo. Se fui eu o causador de tudo isto numa vida de que não estou consciente, liberto-me diante de Deus por agora estar desejoso de não mais errar. Se isto prejudicou alguém ao longo dos anos reivindico meu perdão por ter sido inconsciente.

Se o eventual erro foi cometido por algum outro ancestral, peço a Deus o perdão por este, a fim de que este tenha o direito de se corrigir, se libertar e seguir adiante em sua jornada evolutiva. Eu te amo!

Liberto-me de julgar e ser julgado. E Liberto meus descendentes, as gerações vindouras de culpas e cobranças indevidas. Sou grato!

O inconsciente individual e coletivo agem de forma inconsciente e inconsequente, buscando sempre um acusado, um culpado quando deveria apenas tornar-se consciente de buscar a cura.

Quando tivermos consciência de nossa responsabilidade individual pelo todo da cura, ao invés da culpa e condenação, então a cura ancestral se dá de fato.

Então, declare:

"Eu curo todas as chagas abertas, feridas, ressentimentos, remorsos, medos e culpas de meus antepassados.

Também os liberto de todo e qualquer sentimento de frustração, ódio e vergonha de não atender às expectativas de nossos antepassados mais velhos, dando-lhes o direito de se redimir e se superar sem o peso inconsciente da culpa.
Eu Sou o amor consciente aqui e agora!

Esrou consciente de que não há culpados, senão seres que necessitam da cura por meio do amor.

Eu sou o amor, a cura e a libertação de todas as gerações e declaro que sou livre para fazer minhas escolhas e exercer meu direito de viver livremente segundo minha própria consciência."

A falta de amar são pai e mãe da culpa, enquanto a falta de ser amados, sâo as sementes do erro. 

Jesus ensinou o amor até mesmo aos céus:
Pai perdoa-lhes por que não sabem o que fazem.

Eu Sou o amor consciente aqui e agora!

Consciente de que não há culpados, senão seres que necessitam da cura por meio do amor. 

Douglas Ghimell

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