Dircordar ou Aceitar-se?

Quando você vive discórdia e separação. 
Tanto nas relações humanas, afetivas, como na sociedade, onde regras precisam ser impostas, a fim de se garantir a privacidade e a diferença.
Esta guerra é antes interna, psíquica. É quando a própria pessoa não aprendeu se aceitar.
A discórdia nasce dentro de si, da insatisfação de ser quem se pensa ser. 
Digo isto, por que quando a alma se conhece, se reconhece, cono parte do Todo. Ela vê a si mesma e o outro como uma expressão diferente do Criador.
Ela entende que ao atear fogo em um galho distante, cedo ou tarde a árvore estará condenada. Ela entende que ao preservar uma folha, mesmo que esta caia ao solo, servirá de alimento e sustento às raízes.
Aceitar-se é antes de tudo compreender sua parte, sua função, sua natureza.
É entender que tudo na vida é um complexo modelo de auto sustentação. A dor do outro vai ecoar em meus ouvidos, em meus pesadelos, cedo ou tarde.
Aceitar-se é antes de tudo aceitar o outro, as raízes buscam cada qual o sustento da árvore.
As folhas também o fazem para o bem de toda a família.
Por que entendemos que todos tem desafios e cada um escolhe seu caminho de aprendizado.
A Terra é assim, o universo é assim no macro, assim como somos assim, nossas células são assim no microcosmo homem.
Quando discordamos de algo, portanto, temos a chance de entender: o que em mim carece de aceitação?
Essa aceitação começa de dentro para fora. Amar-se é, antes de tudo, aceitar-se, cuidar-se, bem querer a si mesmo, incondicionalmente.

Douglas Ghimell 

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